Voar, Enfim, Voar

Depois de meses trocando e-mails e acertando nossa ida, Raquel e eu estávamos indo pra uma semana de workshop numa empresa no interior do Kentucky.


A ideia era, obviamente, juntar o útil ao agradável. Nossa anfitriã, pediu pra que chegássemos na manhã de domingo, coincidentemente, dia de uma grande e tradicional festa com velhas águias, da qual ela era uma das organizadoras.


Saímos de Curitiba e fomos pra Chicago. De lá, pegamos um vôo doméstico num avião pequeno.


Se estivéssemos nas asas daqueles grandes pássaros, que eram os aviões dos Flintstones, não estaríamos chacoalhado tanto.


Céu cinzento, muita turbulência e uma tempestade a caminho. Os americanos estavam assustados. Alguns rezavam, uma mulher chorava e nós ali...


Pensávamos na grande festa que provavelmente não seria tão grande com aquele tempo...


Finalmente chegamos vivos. O aeroporto era um pouco maior que o avião. Fomos ao banheiro, ficamos aguardando as malas chegarem e estranhamos a ausência da nossa anfitriã.


Nada! Nem ela, nem as malas. Nisso começamos a olhar os cartazes em volta da sala: Hospede-se no hotel tal, Virginia. Almoce no restaurante tal, Virginia. Conheça a cidade tal, Virginia...


Nos olhamos assustados, Mygodness! Estamos no aeroporto errado! Na cidade errada e no estado errado!!


Corremos. Pra nossa sorte, o avião ainda estava no pátio. Ninguém compreendeu nada no raio-x, apenas que precisávamos voltar.


Já dentro da aeronave, nem a comissária, nem a turma da reza entenderam o que aqueles dois brasileiros malucos foram fazer lá fora.


Não havíamos percebidos que o avião, antes do destino final, passava e pousava na Virginia...


Logo depois, como num passe de mágica, o tempo no Kentucky era outro. O dia estava completamente ensolarado e o aeroporto era grande e moderno.


Jeannette, nossa anfitriã, uma senhora iluminada, conhecida pelos amigos como Coelhinho da Duracell, estava lá radiante, a nos esperar e riu muito com nossa atrapalhada.


A festa estava incrível, depois de um longo tempo numa fila, voamos num teco-teco com o sol poente pela cidadezinha de Danville.


Uma semana inesquecível e uma experiência fantástica. A chegada foi atribulada, mas acho que sem um temperinho, a vida passaria insossa.



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