Vistos

Feliz da vida, coloquei os três passaportes sobre o balcão. La mujer os folheou e sorrindo deu a sentença: ¿donde la visa a México? Como?? Visto??? Ninguém nos falou em vistos...


Assim começou nossa aventura paralela, concorrendo com a alegria de conhecer Cancun. Eu, Raquel e Fernanda, então com um aninho, no colo e um monte de malas ao redor...


O que faremos agora? Era uma gentarada, muitas filas, muita confusão e nós ali, parados, um olhando pra cara do outro.


Procuramos pelo responsável pelas agências participantes. Ele ficou horrorizado: como pôde acontecer isso? Nos encaminhou ao pessoal que deveria ter nos orientado e não o fez.


Era sábado de manhã. Nos levaram pra São Paulo numa van, entraram em contato com o consulado e nos despacharam de volta pra Curitiba, com a promessa de que tudo iria se resolver...


Foram tantos os pedidos de desculpas, tão sinceros, tão sentidos, que nos deram um regalo pra compensar todo aquele transtorno.


Na quarta-feira, estávamos de volta à Cumbica, na mesma fila, quase sendo atendidos, no mesmo balcão e desta vez, com todos os carimbos necessários.


A confusão era a mesma e no meio dela, reencontramos o responsável pelo pool de agências que tinha nos ajudado no sábado.


Ele se lembrou de nós e perguntou se havia dado tudo certo. Dissemos que sim e que pra compensar a confusão, haviam conseguido que voltássemos na Primeira Classe!


Ele, irritado, disse: como assim? Somente a volta? Não! Saiam já dessa fila! Vocês irão de Primeira Classe também!


Tem certeza? Perguntei, estamos quase sendo atendidos... É claro que tenho! É o mínimo que podemos fazer!


E foi assim que fomos e voltamos em grande estilo! Fernandinha, como uma pequena Rainha do Nilo, dormindo confortavelmente em três poltronas da Primeira Classe e nós, que além de termos tido uma viagem incrível e inesquecível, temos até hoje, essa história pra relembrar, contar e reviver...



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