Vai, Pensamento

Certa noite, naquela tal hora de Brasília, desliguei o rádio do carro e comecei a cantarolar o que me veio à cabeça.


O que me veio na cabeça, veio do tempo em que participei do Coral do Cefet e me encheu de Nostalgia: Va, Pensiero.


Também conhecida como o Coro dos Escravos Hebreus, da ópera Nabuco de Verdi, de 1842, evoca a história dos judeus exilados na Babilônia, após a perda do Templo em Jerusalém.


Como era bom participar do coral, dos ensaios, das viagens e principalmente, das apresentações.


Sempre fui alto, mas no coral eu era baixo e como era gostoso cantar Va, Pensiero, que quer dizer, Vai, Pensamento, com os altos e baixos que o grande maestro Cesar Leinig energicamente nos pedia.


Minha parte preferida era quando bradávamos: Arpa d'or dei fatidici vati!!, ou Harpa dourada de desígnios fatídicos!!!, pra logo em seguida, sussurrarmos pausadamente: Perche muta dal salince pendi?, Porque você chora a ausência da terra querida?.


Por que mesmo, você vai tão longe pensamento, por lugares em que a gente não consegue alcançar e nem tão pouco, voltar?


Royal Opera Chorus cantando Va, Pensiero em Nabuco de Giuseppe Verdi, ato IV | Foto de Catherine Ashmore.


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