Tocado Pelo Rádio

O rádio sempre fez parte de minha vida. Desde criança, escuto muito rádio e consequentemente, muita música.


Quando na panificadora do meu pai, ligava dois rádios ao mesmo tempo pra dar um efeito estéreo. Acabava com as pilhas, mas valia a pena.


Lembro da modernidade da inesquecível Rádio Iguaçu, cuja voz foi calada, e do último dia em que foi ao ar.


Da elegância da Rádio Ouro Verde, A Caminho do Mar, nas manhãs de domingo, através do oferecimento de Jorge Rangel Joalheiros.


Quando acompanhava Zito, meu irmão mais velho, buscando nossa irmã Fatima, que dava aulas à noite no Mobral, íamos todas as noites, na velha Kombi, ouvindo canções no programa Pick-up Automático na Ouro Verde AM, no radinho de pilhas Mitsubishi dependurado no trinco do quebra vento da Kombi, que claro, não tinha rádio.


Lembro da sofisticada 6-7-0, Rádio Cidade e também do arrepiante programa UFO, porque não estamos sozinhos no Universo. Ouvir aquele tu-tu-tu-tu-tu, tirado do filme Contatos Imediatos, dava um calafrio quando ouvido, nas noites de quarta-feira, com a janela aberta pra imensidão do céu estrelado.


Da Estação Primeira e da brasileiríssima FM Brasil 104, que assim como a Lúmen, da noite pro dia deixaram de ser especial, pra serem apenas mais uma rádio até desaparecer no mar espumante da popularidade.


Ouço, dia e noite a E-Paraná. De tanto ouvi-la, as vozes dos locutores, que mais do que simplesmente apresentam programas, formam ouvintes, acabam soando próximas e familiares.


Coisas que gosto na vida e que não saberia viver sem, encontro no rádio: Boa música, cultura, informação e bom humor.


Agradeço por poder contar com o rádio, enquanto trabalho e vivo minha vida.


Agradeço a todos os radialistas de ontem e de hoje, que fizeram e fazem o rádio tocar sem parar.


Parabéns e um abraço a todos, deste amigo do rádio.


13.02 | DIA MUNDIAL DO RÁDIO



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