Sentinelas

Republiquei no Facebook uma bobagem qualquer que tinha postado um ano antes, num momento fértil, como diria Rogério, meu amigo virtual: se venceres de ti mesmo, ganharás de qualquer um. King Kong Kung Fu.


Ildebrando, meu outro amigo, que agora real, de carne, osso e pescoço, fez um comentário no post: o meu o teu o nosso maior adversário mora dentro de nós.


Eu, pra não deixá-lo sozinho nessa, sapequei uma resposta, dizendo que iria usar a força bruta contra este tal inimigo que assola a todos nós.


Confesso que naquela réplica não utilizei exatamente estas palavras doces e civilizadas e sim, outras de baixo calão, que explicava de um modo, digamos, bruto, o que iria fazer com o meu inimigo interior e particular.


O fato é que estou convencido de que muitos dos que usam a plataforma não leem o que escrevo, apenas veem e comentam sobre a foto, e poucos compreendem a intenção que tive ou o real teor do que quis comunicar quando escrevo Algo.


Este mesmo sentimento tenho agora, com mais força, em relação aos macaquinhos que ficam dentro da caixa de controle da tal plataforma, os tais algoritmos.


Foram eles que, tal qual as Sentinelas daquela famosa tetralogia, ao detectarem minha réplica no ar, gentilmente me avisaram que minha resposta tinha sido apagada por incitar a violência.


É claro que não me deram chance de explicar que a metafórica paulada a que me referia seria em mim mesmo. Penso, por outro lado, que mesmo que tivesse a chance de escrever minha defesa, os macaquinhos que pensam dentro da caixa não iriam ler meu texto e se o lessem, será que compreenderiam?


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