Sábado

Sempre fui de gostar de sábado e aqueles, daqueles tempos, eram muitos fáceis de se gostar. Após uma semana corrida, longe da Fernandinha, tínhamos um final de semana pra curtir e pra curtí-la.


Um dos nossos programas favoritos era passear no Passeio Público, com tudo que tínhamos direito e depois ir almoçar no Restaurante Semente de Mostarda, do outro lado da rua, em frente ao Passeio, na Carlos Cavalcante.


Era um lugar agradável, cheio de luz e com um astral gostoso. O velho casarão, então restaurado e reformado, abrigava no térreo, várias salas, onde antigamente deveria ser os diversos ambientes de uma residência.


A nossa sala preferida era a dos fundos, onde um janelão, com vidros parcialmente jateados, deixava entrever as velhas árvores que tinham sobrado de um antigo jardim. A decoração fazia referência ao estilo paranista, com pinhões nos detalhes das janelas e da mobília.


Muita gente de bem com a vida e de vez em quando, por causa do Festival de Teatro, famosos do teatro e da televisão, visitando nossa então província, dividia o espaço com os caboclos daqui.


Do casarão só restou a fachada, num triste cai não cai e a Fernandinha hoje, constrói sua própria memória com seus próprios sábados.


O que resta é a lembrança, que por bem ou por mal, não se apaga e pelo que sinto, cada vez mais, se apega...


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