Reencontros em 2022

Fiz o Ginásio no Colégio Marista Paranaense, que naquela época era conhecido como Internato Paranaense.


Comecei bem, ganhei, inclusive, Medalha de Honra ao Mérito na primeira série. Com o passar dos anos, contudo, fui me estropiando cada vez mais e na quarta série, passei, mas raspando.

Quando cheguei no Científico, a coisa degringolou de vez. A junção de um ensino vigoroso e de um aluno fraco, fez com que eu acabasse reprovando não em uma, nem duas, mas em seis matérias.


Como naqueles tristes casos de falência múltipla dos órgãos, em que não há o que fazer, a solução foi dizer adeus a todos, cuidar da alma e pensar num renascimento.


Ele ocorreu no Cefet, onde, com uma reprovação no currículo, inicialmente tudo aquilo era muito fácil pra mim, novamente cheguei aos píncaros da glória.


Quando as dificílimas matérias técnicas vieram pra valer, e eu feliz, envolto na magia do teatro e do coral, vi novamente minha trajetória ser estropiada e degringolada até que, dizer adeus a todos foi inevitável, parti pro Dom Bosco, pra que fazendo Terceirão, pudesse de vez, entrar numa faculdade e passasse a régua naqueles medianos anos de ensino médio.

Fazer o Terceirão foi bom e ainda fazendo teatro, mesmo sem estar mais no Cefet, consegui passar em três vestibulares de uma vez.


Comecei fazendo a Federal e a Belas Artes juntas. Ter aulas o dia todo, inclusive alguns dias, à noite, mostrou-se impossível, pois precisava urgentemente trabalhar, e no fim do primeiro ano, disse adeus a todos e fiquei só com a Federal.


Bem mais tarde, depois de fazer uma pós-graduação em Arquitetura de Interiores, resolvi arriscar e, na surdina, tentei vestibular pra Arquitetura no Unicenp.


Entrar, mesmo sem estudar, foi até fácil. Difícil mesmo foi permanecer. Tive que dizer adeus à turma e tranquei a matrícula. Passado um tempo voltei e quando cheguei ao terceiro ano, mais um adeus à minha nova turma. Precisava trabalhar e desisti definitivamente do curso. Quem sabe numa nova encarnação…


O que acho admirável, é que mesmo dizendo tantos adeuses em minha vida, eles funcionaram como um até breve. Nunca esqueci dos amigos das turmas que fui abandonando pelo caminho, e sei que eles nunca me esqueceram.


Faço parte, por exemplo, do grupo de WhatsApp e das festas da turma do Marista, do qual não me formei. Sou convidado à festas das turmas do Cefet e dos cursos de Arquitetura que abandonei, como se tivesse me formado junto a eles.


Mesmo com pouca convivência, a turma da Belas Artes sempre esteve no meu coração e sei que a recíproca é verdadeira.


Fui convidado pra participar da Exposição REECONTROS EM 22, que celebrará os 35 anos de formatura, da qual eu não participei, e os 100 anos da Semana de Arte Moderna.


Tive a honra também, de ter sido convidado e contratado, como profissional, pra criar o logotipo da exposição.


Convido a todos a visitar a exposição, que acontecerá de 18.01 a 25.03 no MuMA, no Terminal do Portão, que contará com obras de cada um dos participantes e de uma instalação coletiva.


Me sinto feliz, honrado e ao mesmo tempo, intimidado por estar junto aos meus amigos, verdadeiros artistas. Juntos, pra fazer com que 2022, inicie com muita coisa boa. Apareça!


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