Praça do Japão

O simpático pagode, inspirado no Pavilhão Dourado Kinkaku-Ji, de 1397 em Kyoto, foi construído pela prefeitura em 1993.


Com sua estrutura em madeira Angico, o pagode é o destaque da simbólica Praça do Japão, inaugurada em 1962, no Água Verde, em Curitiba.


Um dos lugares que me inspira em Curitiba. Íamos lá, quando crianças, levados por Ney, nosso cunhado, na Kombi branca da firma do seu pai, pra quebrar a monotonia dos domingos à tarde.


A praça ainda não era tão arborizada naquele tempo, mas como era bom correr por ela, que tinha imensos espaços circulares de areia, onde brincávamos nos bancos de concreto que os circundavam.


Já havia os espelhos d’água e neles brincávamos e caçávamos, o que chamávamos de sapinhos, pequenos girinos, que levávamos pra casa nos copinhos azuis de papel do sorvete Kibon, que ganhávamos, comprados no carrinho de sorvetes, sempre presente no local.


A praça recentemente virou o busílis da hora, quando se anunciou que seria retalhada pra circulação dos imensos articulados em seu entorno. Depois descobriu-se que o mal não foi tão grande.


Ela também é palco de constantes discussões estéticas, culturais e políticas, onde a arte conceitual, abstrata e informal da grande Tomie Ohtake, a imensa escultura vermelha fincada num canto da praça, desperta, como toda boa obra de arte, os mais diferentes sentimentos, opiniões, elogios e insultos.


Na Praça do Japão de hoje, o pagode é cercado por 30 cerejeiras enviadas pelo império nipônico, que na sua floração, durante quinze dias do mês de julho, são um espetáculo à parte.


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