Ovelha Negra

Paulo, meu irmão já falecido, apesar de todos os problemas que enfrentou pela vida, era um cara muito inteligente. Infelizmente, não soube aproveitar direito suas habilidades e as suas mais variadas capacidades. Lembro, por exemplo, de quando criança, eu ver admirado, ele lidando com sua máquininha de calcular.


Era um tipo de máquina simples de adição e subtração mecânica, como esta Exactus MiniAdd da foto ilustrativa, que trabalhava com peças metálicas deslizantes simples, que acionadas por uma canetinha metálica, tipo uma pequena sovela, chegava, sabe-se lá como, ao resultado de contas complexas.


Não tenho certeza se a dele era dessa marca, mas lembro dele empurrando os trilhos com a canetinha, fazendo cara de inteligente e baixando e subindo uma tramelinha que mudava de alguma forma, o sentido do cálculo.


Elas foram muito popular entre as décadas de 1920 e 1970, por serem compactas e baratas. Paulo pegou bem o auge de sua popularidade e sempre a sacava do bolso. Eu fui crescendo e admirando sua agilidade nos cálculos, longe de tentar entender como ela funcionava ou de como fazê-la funcionar.


Minha frustração infanto fraternal não ficava por aí: Zito, meu irmão mais velho, além de médico e portanto cheio dos saberes, sempre utilizou régua de cálculo, muito mais complicada que essa maquininha aí, sabia calcular biorritmo, resolver jogos e quebra cabeças de quebrar a cabeça e se bobear, até hoje, deve saber Taquigrafia. Acho que fui adotado...


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