O Pão Nosso

Ter trabalhado quando criança no balcão da panificadora do Seu Manoel, meu pai, no Seminário, me fez crescer rapidamente tal qual um pãozinho francês na estufa.


Logo descobri algumas coisas que não compreendo, como até hoje, ainda parecem ser um mistério indesvendável pros que são do comércio, têm colaboradores em contato com o público e que precisam ser treinados.


Ninguém pediu, mas segue abaixo algumas dicas que imagino possam ser úteis pra alguém:


1. Não é apenas o cliente que tá sendo atendido naquele exato momento que merece receber o desejo de um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite. O infeliz ao lado ou atrás da fila, também merece. O cumprimento é mais que atendimento, é boa educação.


2. Se existe apenas um cidadão a ser atendido ou a fila tá a um meio passo de distância, não é necessário gritar de modo impessoal aos quatro ventos: o próximo!!!

3. Enquanto tiver atendendo um pobre coitado, atenda ao pobre coitado. Não fique de conversas paralelas com os coleguinhas, num bate papo realmente divertido. O pobre do cliente tem que ficar repetindo o pedido e sentindo-se um estorvo em sua vida.


3. Evite receber um sonoro não na cara, portanto, não pergunte: mais alguma coisa? Pergunte: e o que mais? Isso demonstra que há interesse em continuar aquele atendimento e também ajuda o cliente a pensar no que ele pode tar esquecendo de pedir.


4. Quando finalmente o cliente agradecer, nunca, jamais diga, de forma alguma: de nada! Ninguém tá fazendo um favor a ele. Diga: obrigado ou eu que agradeço!


Acho que não é difícil. É só ter bom senso e boa vontade. A vida já é bem complicada e não precisa ser aborrecida até na hora do pão nosso de cada dia.


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