O Conserto

Peguei a lista telefônica e procurei nas páginas amarelas, uma empresa daquelas com um anúncio bem grande, que transmitisse confiança.


Datilografei o número da empresa que conserta enceradeira numa ficha de cartolina e disquei pra lá. Só dava ocupado. Tentei novamente e nada. Disquei com a ponta da caneta, pois o dedo já tava cansado.


Decidi passar um fax pra lá, esperei quinze minutos e mesmo assim, não obtive nenhum retorno. Como ninguém respondeu, saí na rua e depois de algum tempo, consegui chamar um táxi, pois resolvi eu mesmo levar a enceradeira avariada pro conserto.


O carro era um Fuque. Quase que a enceradeira não coube. Acomodamos a danada no espaço do banco da frente, inexistente e tudo bem.


Como tava sem dinheiro, perguntei ao motorista se ele aceitava cheque. Disse ele, nem pensar. Pedi então que passasse no banco pra que eu descontasse o cheque com o gerente pra que pudesse pagar o táxi, que me levaria até à empresa que consertaria a enceradeira estragada.


O trânsito tava realmente caótico, pois demoramos vinte minutos pra atravessarmos a cidade de cabo a rabo. Quando chegamos lá, surpresa: a empresa tava fechada pro almoço. Ainda bem que não era pra balanço, era uma sesta.


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