Noite de São João

Não sei de onde surgiu a ideia, mas o fato é que ela vingou e tornou-se realidade: faríamos mesmo uma festa, na noite de São João, aberta a todos do bairro do Seminário.


Por causa da panificadora, lenha era o que não faltava, e nossa festa contou com uma fogueira enorme e fumegante.


Cada vizinho levou um prato e pessoas que nunca tinham se cumprimentado antes, naquela noite, pelo menos, viraram amigos de infância e conversaram e se divertiram.


Teve pinhão, quentão, pipoca, batata doce e muita música, vinda de uma caixa acústica pendurada na janelinha do meu quarto. Só faltou a quadrilha.


Minha mãe, que era muito na dela e nunca tinha conversado com metade daquelas pessoas, foi muito paparicada por todos.


Já, meu pai, que era íntimo e adorado por todo o bairro, brilhava mais que a fogueira.


Nunca antes na história do Seminário, nem depois, houve uma festa como aquela que um dia meus pais resolveram fazer. Este Foi o comentário pelo bairro e, se bobear, até hoje ouço falar:


Puxa, que festa foi aquela, que saudade! É mesmo, que saudade...


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