Não Faça Como Isadora

Edna Moda, sabiamente, decretou: Nada de capas! O Homem trovão teve sua capa presa num míssel. Cretobata, teve a capa presa numa turbina de jato. Mega Homem, capa presa no elevador expresso. Dinamite, presa na decolagem, Super Segundo, sugada por redemoinho.


Edna Moda sabia das coisas. Capas e outros acessórios esvoaçantes e tremulantes são perigosíssimos e não somente no mundo do faz-de-conta, no real também.


Famosa dançarina americana da década de 20, que viveu na Europa durante grande parte da vida, Isadora Ducan (1877-1927), amava dançar e usar lenços de seda. Infelizmente, este amor aos lenços, echarpes e cachecóis, revelou-se fatal.


Certa vez, em Nice, ao embarcar sorrateiramente no belíssimo Amilcar CGS, modelo esportivo conversível francês, do seu namorado, a pioneira da dança moderna, despediu-se dizendo: Adeus amigos. Vou para o amor. Ela não sabia, mas foi mesmo um adeus.


O esportivo partiu a toda velocidade e no caminho, sua longa echarpe de seda esvoaçante enrolou-se em torno da roda. Com uma força incrível, arremessou Madame Duncan, com extrema violência, pra fora do carro, que foi arrastada pela rua de paralelepípedos.


Esses tempos, Madonna, com um vestido Armani, que ignorando os conselhos de Edna Moda, o desenhou com uma bela e longa capa, foi derrubada no Brit Awards. O tombo da loira não foi fatal, mais está na hora dos estilistas acatarem os sábios conselhos de Edna Moda: Nada de capas!



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