Música, Música

Sempre gostei muito de música. Penso que tal gosto veio dos tempos de criança. Sou o último de seis filhos e lembro que a música em volta da velha radiola que reinava em minha casa.


Quando, bem pequeno, eram LPs como Roberto Carlos, Moacyr Franco, Ivon Cury e Jorge Veiga que rodavam no prato da Telespark, com o toca-discos da Garrard.


Mais tarde, quando Gusto, meu saudoso irmão começou a trabalhar, se endividava, mas voltava pra casa religiosamente com todos os bons lançamentos da estação: Secos & Molhados, Milton Nascimento, Fagner, Chico Buarque, Elis Regina, Belchior, Rita Lee e Maria Bethânia e tantos outros.


Eu devorava todos esses discos e o barco da vida foi em frente. Meus outros irmãos também me influenciaram, Marta, apaixonada por Vinicius e Toquinho, Zito pelos Beatles e como a casa vivia cheia, sempre apareciam discos diversos como Elton John, Pink Floyd e Jorge Ben.


A turma também era chegada nas pratas da casa e daí apareciam coisas como Eclipse, Casa das Máquinas e Pholhas.


Como era viciado em cartoons e séries, penso que o Jazz tenha invadido minha vida pela TV: The Flintstones, The Jetsons, Tom & Jerry, The Pink Panther, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira e Hawaii 5.0, com certeza, têm sua parcela de responsabilidade.


Além da TV, rádios como a Iguaçu, Cidade, Ouro Verde e Brasil 104 e a recém assassinada E-Paraná, ajudaram a definir o que gosto de ouvir.


Hoje a coisa é diferente. São muitos meios, muitas mídias e muito individualismo. A família já não influencia mais como antigamente.


É uma pena, pois são outros tempos que devem ser vividos de outras maneiras, com outras modas, outros valores e outros padrões musicais. E quer sabe? É uma pena mesmo...


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