Música em Evolução

Atualizado: 8 de jun. de 2021

O telefone foi entregue em nossa casa e lá ficou, na dele, paradão, quieto, mudo por muito tempo.


A gente olhava pra ele e ele não falava com ninguém... Depois de vários meses, calado, penso que mais de um ano até, o Ericsson cinza deixou de ser objeto de decoração e começou a falar.


Esse era o ritmo da tecnologia que guiou nossa juventude e formou aquilo que poderíamos ser hoje. Só que hoje podemos ser muito, muito mais do que nem sequer sonhávamos.


Gosto muito de filmes. Passei pelas matinês: à tarde na fila do Rivoli, à noite na fila do Plaza e à meia noite na fila do Astor. Na TV: Sessão da Tarde, Corujão e pelo vídeo, cujo primeiro aparelho comprado, um Sharp, foi pelo consórcio, lembro da primeira fita alugada no Video Clube Brasil: Excalibur.


Depois, veio o DVD e mais tarde o Blue Ray. Hoje em dia com o Netflix e outras plataformas tudo mudou e muita coisa ficou pra trás, menos o cinema, que é insubstituível e dá uma vontade danada de sentar no escurinho, ver aquele telão e ser levado pela música.


Aliás, também gosto muito de música. Sempre gostei. Além dos LPs que haviam em casa e que escutávamos na grande radiola da sala, tinha os compactos, com uma música de cada lado que eu escutava numa vitrolinha Sonatella e que levava comigo até pra tomar banho.


Depois veio o CD. Ainda lembro da emoção de comprar o primeiro LP com o primeiro salário de estagiário: O Trem Azul de Elis Regina, no rei dos Discos, na XV e o primeiro CD, Memória da Pele de Maria Bethânia, na Brenno Rossi, no Mueller.


Hoje em dia com o Deezer tudo mudou e muita coisa ficou pra trás, menos o show ao vivo, que sempre é emocionante.


Estes tempos, fui fisgado por uma nova paixão tecnológica: um aplicativo fantástico e gratuito chamado SoundHound. Ele ouve a música que estiver tocando, seja uma gravação, cantarolada ou assobiada e a identifica.


Foi a realização de um sonho: Escutar meus programas de jazz e poder identificar, uma a uma, as músicas que estão tocando, e que confesso, não são fáceis de terem seus nomes e os dos artistas compreendidos.


Além disso o danado do aplicativo na hora, dispõe da letra e possibilita a compra do álbum ou outra forma de obter tal música.


Vivemos tempos realmente modernos, só não temos tempo, nem cabeça pra aproveitarmos e nos apercebermos de tudo isso.



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