Luiz Carlos Andrade Lima

O prédio que hoje abriga o auditório da Secretaria da Cultura, um anexo do antigo edifício de 1904, construído pra ser a sede do Gymnasio Paranaense, no final dos anos 70, abrigou o Museu Escola Alfredo Andersen.


Lá, eu passava as tardes, fazendo o que mais gostava: desenhando. A construção, com uma sequência de janelas em arco pleno, naquele tempo, possuía mais um piso e uma imensa sala de aula, que ficava no andar de cima, formada pela parte superior das janelas, justo onde estão os arcos.


Lembro de ficar nas janelinhas que abriam no centro do arco, nos intervalos das aulas, admirando o movimento lá embaixo e pensando na vida.


Meu professor era o pequeno e grande Luiz Carlos Andrade Lima, um dos mestres da pintura do Paraná, aluno de Guido Viaro. A sala era ampla, com cavaletes em volta, com o modelo vivo no meio.


Admirava muito Luiz Carlos. Dono de um grande talento e de um privilegiado senso de humor, mantinha o astral da aula, livre, leve e solto. Estava sempre alegre, disposto e inspirado.


Sentia que ele tinha esperança no meu futuro como artista plástico. Separava bisnagas de tintas velhas e pincéis usados pra mim. Aprendi muito com Luiz Carlos, que era um grande artista e não se importava de transmitir seus segredos, o conceito de sua arte.


Com ele, pude desenvolver um pouco de técnicas de desenho, pintura, colagem e principalmente minha auto confiança, meu senso de observação, de sobrevivência e de humor. Uma bela oportunidade que tive em minha vida.


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