Lincoln

Hoje seria o aniversário de Lincoln Pereira Sardenberg, meu sogro. Há trinta anos, ele nos faz muita falta, mas que por isso mesmo, nunca falta em nossas vidas.


Sua lembrança, sua memória, suas histórias, estão e estarão sempre presentes a quem o conheceu.


Lincoln era um homem esperto, não um malandro, era quase um lorde, de gestos, hábitos e humor refinados, estilo inglês, mas muito espirituoso.


Gostava de contar casos, todos repetidos, mas nem por isso, menos engraçados. E ele mesmo, todas as vezes, ria muito no final de cada um.


O nome da proprietária da casa em que moraram, na Augusto Strasser, no Hugo Lange, era Greta.


Numa bela manhã, o marido dela, um homem normalmente ocioso, já tava cedo, cortando a grama. Ao ver aquilo pela janela, Lincoln comentou com minha sogra: Santinha, venha ver, ele tá de pilha nova! O apelido do casal tava definido: Dona Fresta e Seu Pilha...


Como era bom conversar com ele, eram muitas risadas. Ele gostava de lanchar em nossa casa. Dizia: ah, tomar café na casa da filha e do genrinho é como estar num hotel cinco estrelas!


Lincoln, com sua saúde frágil, até por ter aproveitado e aprontado bastante na vida, partiu muito cedo, aos 57 anos. Esteja onde estiver, todos ao seu lado, devem estar se divertindo.


Meu consolo é que, além da saudade, ele me deixou sua coleção de discos 78 RPM, de harmônicas, de cachimbos, de livros de arte, sua câmera Contaflex e, o mais importante, sua querida e preciosa enteada.



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