Lembranças

Pollyanna Whittier, personagem do livro de 1913, de Eleonor H. Porter, aguardava com otimismo, as barricas missionárias, sem saber o que elas continham.


O Facebook me oferece diariamente uma barrica missionária, a qual aguardo esperançoso, sem saber exatamente qual seu conteúdo.


Através do botão Lembranças, posso saber o que postei ou foi postado sobre mim, exatamente no dia de hoje, nos anos anteriores.


Normalmente, são coisas que eu nem lembrava que um dia pensei, senti, escrevi, lembrei, fotografei, desenhei e acabei postando, mas que o Facebook, esse malandrinho, não esquece e vem me lembrar.


A semelhança com a barrica missionária está em não saber o conteúdo e não no jogo de ficar contente com o que seja lá o que for.


Às vezes não gosto e simplesmente ignoro a lembrança. Não é o caso da de hoje.


A barrica trouxe uma preciosidade. Uma foto do início dos anos noventa, lembrada inicialmente em 2014 e relembrada e compartilhada agora, mais uma vez: um momento raro e inesquecível capturado pela fotografia e guardado na saudade.


Um registro da visita de minha falecida mãe, Josefina Galvão Roble, acompanhada de suas cunhadas, minhas tias Pedra e Nena, com a partida de tia Pura, as únicas ainda vivas, de todos os irmãos do meu pai, com Raquel e Fernanda no colo, num final de tarde de um domingo na varanda de nossa casa. Uma boa lembrança...


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