Inferno Astral

Atualizado: 5 de mar.

Vivendo meu imerecido inferno astral, vou levando com a barriga. Gosto da data. Sempre gostei. Gosto da sensação de estar vencendo mais este inferno, pois, que venha o próximo.


Gosto de estar e de me sentir vivo, de amar e de ser amado. Da minha mulher querida, valente e companheira e dos meus filhos tão esperados, tão iguais e ao mesmo tempo, tão diferentes.


Gosto do meu trabalho, se é que posso chamar assim, e do desafio que ele representa e sempre representou pra mim, pra quem acredita nele e no resultado que ele proporciona.


Gosto de desenhar e pintar, embora nunca tenha tempo pra isso. Gosto de música o tempo todo: MPB, Jazz, Blues e muitas outras que me fazem viajar. Isso sempre fez parte de mim.


Gosto de viajar. Viagens fazem um bem danado ao meu espírito. Viajo antes, durante e depois, lembrando o que vivi ou o que penso que ainda viverei.


Gosto de rir, cantar, dançar e contar piadas e reconheço que não faço nada disso muito bem.


Gosto de ler, escrever e de ficar sem fazer nada, mesmo que seja por cinco minutos.


Gosto de cinema, especialmente francês, inglês e argentino. De comédia, drama e humor.


De todo tipo de arte, arquitetura, literatura, teatro e do pouco que pude viver num palco.


Gosto do meu país, da minha cidade, do meu bairro e da minha rua. Da minha casa, nosso lar, nosso templo, nosso ninho que sonhamos, criamos e pudemos um dia construir.


Gosto dos meus irmãos e de toda minha família. Dos meus pais, tão presentes nas minhas memórias, os responsáveis pelo que sou por dentro e pelo que vejo no espelho toda manhã.


As dez fotos são do meu aniversário de dezoito anos. Atingi a maioridade juntando amigos de todas as tribos numa festa, pelo menos pra mim, inesquecível. Tinha amigos de infância do Dom Pedro II, da Comunidade Jovem da Sacramentina, da nossa sala do Cefet, do Cefet de modo geral e do teatro.


O nome era Festa Psicodélica, mas tinha de tudo e acabou sendo uma celebração muito espontânea e animada.

Gosto de me lembrar das pessoas, dos cheiros, das cores, dos sonhos e das coisas que passaram e que jamais voltarão.


Do céu azul, dos passarinhos chatos que me acordam, do amigo fiel sempre atrás de mim ou pior, na minha frente, da terra molhada, do verde perto, da luz do sol, da lua cheia e das estrelas.


De conversar, embora normalmente mais ouço do que falo. Gosto das palavras, como amar, gozar e sonhar.


De gestos como beijar, tocar, criar e realizar. De encontrar os amigos apesar de que isso esteja cada vez mais difícil.


Gosto de continuar vivo e mais forte depois de um dia difícil e de saber que cada vez é mais fácil saber em quem confiar.


Gosto de cumprimentar, de pegar forte na mão das pessoas, de olhar nos olhos, de abraçar, de me despedir e de agradecer.


Gosto de agradecer a cada dia a vida que recebi e a graça de ser mais um por aí a viver até quando não sei, mas satisfeito e contente por tudo que já passei. Obrigado pela oportunidade.












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