Festim Diabólico

Um dos meus filmes favoritos do mestre Hitchcock, Festim Diabólico, de 1948, baseado numa peça de teatro, que por sua vez foi inspirada na história real do assassinato cometido por dois jovens universitários de Chicago, aborda o conceito de super-homem de Nietzsche.


A história é intrigante e inteligente, o espectador e somente ele sabe de tudo desde o início sobre o assassinato e sofre ao ver os familiares do morto presentes como convidados na tal festa, sem saberem que o corpo dele tá lá no baú sob o buffet.


O que me entusiasma no filme entretanto, é como ele foi feito, e isso me lembra as deliciosas aulas de cinema que tive com Hugo Hugo Mengarelli na faculdade.


A historia se passa durante a festa, por isso, 71 anos antes de 1917, produzido em 2019, Hitchcock optou por filmar em tempo real, numa tomada só, sem cortes.


Na verdade, com cortes muito bem disfarçados a cada dez minutos, pois essa era a duração de um rolo de negativo.


Como o filme se passa num apartamento, o cenário tinha paredes deslizantes pra que a câmera pudesse andar sem a limitação delas, que hora estavam no lugar, hora não.


Outro ponto interessante é a iluminação que faz com que se tenha a perfeita sensação da passagem do tempo, já que a festa inicia no fim da tarde e atinge o início da noite.


O cenário é tão perfeito que até as nuvens caminham no céu numa velocidade real aumentando a sensação de que estamos diante de uma obra prima.


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