Dia de Jantar

Hoje, 8 de julho, é comemorado o Dia do Panificador, por causa de uma história acontecida em Portugal, em 1333, onde Santa Isabel, que era a rainha, num período de fome terrível, mandou empenhar as suas jóias, escondida do rei e encomendou trigo em lugares longínquos e distribuía pães aos pobres.


Num dos dias que a rainha Isabel saiu pra distribuição, encontrou o rei e com medo da censura dele, enrolou os pães no avental pra escondê-los. O rei, intrigado, perguntou o que havia sob o avental. Ela, com medo da repreensão disse que eram rosas. Ele não acreditou e insistiu pra que ela abrisse o avental. Pra surpresa dele e de todos, muitas rosas foram caindo ao chão. O rei, emocionado, beijou suas mãos enquanto os súditos famintos ao redor gritavam que havia acontecido um grande milagre.


Em minha casa, num dia como hoje, era dia de festa, melhor, noite de festa. Um raro momento em que saíamos todos juntos pra jantarmos fora, era no Jantar dos Panificadores.


O jantar normalmente acontecia no Madalosso, com direito a tudo que tínhamos direito, da polenta ao frango prensado, passando pela lasanha cheia de queijo derretido.


Além do que era esperado, havia a comemoração em si, cheia de discursos, música ao vivo, com um Francisco Petrônio, por exemplo, em pessoa e muitos sorteios de prêmios, o quais nunca ganhamos nada.


Um ano, fugindo da rotina, o jantar aconteceu na Sociedade Rio Branco, na rua do Visconde do mesmo nome. O belo prédio foi mantido e continua lá, firme e forte, no mesmo endereço, com outra função, mas com a mesma estampa.


Além de ser num local diferente, com uma grande e linda escadaria pra ser vencida, o jantar, aquele ano, teve um cardápio diferente, mantendo apenas a falta de sorte nos sorteios.


Todo ano, nesta data, me vem essas lembranças daqueles jantares, tão importantes pro meu pai e concertezamente pra todos nós.


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