Descobertas

Simone sixtim to berylon... Era assim que eu cantava os versos iniciais de Rock And Roll Lullaby, de B.J. Thomas quando criança no Seminário.


A música, sucesso de 1970, era o tema dos personagens Simone Marques/Rosana Reis e Cristiano Vilhena, vividos por Regina Duarte e Francisco Cuoco, em Selva de Pedra de Janete Clair.


Mais tarde, descobri que a canção na verdade dizia: she was just sixteen and all alone. Isso foi bem mais tarde...


Quando a finada Clara Nunes, em 1974, levantava os braços e entoava animada dançando: o mar serenou quando ela pisou na areia... Imaginava uma praia cinzenta, fria e cheia de sereno. Pra mim, somente mais tarde é que o mar se acalmou pra Iemanjá.


Amantissidão, era na minha cabeça, uma coisa linda, uma paisagem imensa a se perder de vista. Não imaginava, dois amantes aprontando na cama, como narrado em Os Seus Botões de Roberto e Erasmo de 1976.


Neste mesmo ano, Soloucu, era um enigma pra mim. Quem teria amado tanto, quanto Gal Costa, na abertura da novela O Casarão?


Ah, bom, mais tarde entendi que somente um louco, poderia amar tanto quanto ela, na canção Só Louco, de Dorival Caymmi,


Na madrugada a vitrola rolando um blues, tocando de biquíni sem parar. O quanto essa moça tocou só pra mim em 1983, até que eu descobrisse que era o B. B. King tocando...


Isso, é claro, são coisas de criança. Fico pensando, entretanto, quanta coisa não tenho entendido ou feito errado nessa minha vida, que descobrirei, com bom humor, pesar ou arrependimento, só mais tarde.


O que será que me espera pela frente...



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