Depois Daquele Beijo

Atualizado: 16 de jan.

Depois daquele sábado à noite, no bosque no Jardim Verginia III, da fogueira, do garrafão de vinho Sangue de Boi e daquele beijo, restava na segunda-feira, uma pergunta que me rondava, tipo mosca de banana: tamos namorando ou não?


Como de costume, a esperei na saída do Cefet e fomos juntos pela Westphalen até a Rui Barbosa. O clima porém era outro, havia uma dúvida no ar...


Raquel levava o guarda-pó camelo pendurado no ombro, uma pasta de carregar sob o braço e um canudo enorme com projetos na mão. Peguei o canudo dela e segurei em sua mão.


O que Raquel disse, além de quebrar o silêncio, respondia o que tava acontecendo, definia seu sentimento e previa o que tava por vir: Não pense que agora é você que vai pagar minha passagem de ônibus...


Naquela tarde, encerramos, em parte, um período de amizade de dois anos. Teríamos pela frente quatro anos de namoro e mais dois de noivado.


Não sei se Raquel previu, naquele momento, que a partir disso viveríamos juntos, até agora, trinta e três anos de casamento e se Deus quiser, muitos ainda pela frente.


Numa coisa, porém, ela tava certa. Nunca paguei o ônibus pra ela. Tudo que tenho e temos, desde aquele dia, conseguimos juntos e é nosso.


734 visualizações6 comentários

Posts recentes

Ver tudo

Frigidaire

Essencial