Crianças e Animais

Acho estranho gente que diz gostar mais de bicho que de gente. Aquela história da gata Choupette do Lagerfeld, me lembrou primeiramente do Figueiredo e sua folclórica atração pelo cheiro de cavalos e sua aversão por cheiro do povo.


Segundamente, remeteu a uma experiência que Raquel e eu tivemos procurando um restaurante pra almoçar em Paris, antes de irmos ao museu.


Levávamos no carrinho, Fernanda, então um adorável bebê de dez meses. O primeiro restaurante que encontramos, ao olharmos por fora, tinha um aspecto simples, aparentemente próximo ao que nosso orçamento permitia.


Pois fomos barrados na entrada. Alegaram que ali, a entrada de crianças não era permitida. Nossa consternação foi maior, pois da porta era possível ver várias mesas com cachorros acomodados sob elas, inclusive um enorme, todo frajola que acabava de passar por nossa frente pela porta, abanando o rabo.


Oui, tudo bem, a solução foi procurar outro. Não foi difícil. Do outro lado da rua tilintava um lindo prédio do século XIX ocupando toda a área de uma minúscula quadra.


Era a brasserie do Hôtel du Louvre, que fica ao lado do museu. Pensando seriamente em mandar as permissões do orçamento às favas, timidamente perguntamos se podíamos entrar levando conosco algo inapropriado como um bebê.


O maitre abriu um sorriso generoso e a porta e estendendo seus braços nos conduziu para dentro do restaurante. Um simpático garçom trouxe uma cadeirinha pra nossa princesa faminta.


Comemos um inesquecível Casserole de Frango e aquele almoço ficou marcado pra sempre em nossas vidas.


A comida era boa, o ambiente bonito e elegante, mas o principal, é que naquele lugar nos sentimos bem-vindos.



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