Chamando Dick Tracy

O relógio-telefone do detetive Dick Tracy, o deixava a par do que tava rolando no submundo do crime da Chicago dos anos 30.


Em Mission: Impossible, a equipe chefiada por Jim Phelps, recebia uma fita cassete, típica dos anos 60, com uma gravação que se autodestruía, anunciando qual seria a missão, a qual eles fariam o possível e o impossível pra cumprir.


Em Charlie's Angels, as panteras recebiam pelo viva-voz, as orientações de Charlie Townsend, que anunciava o que as garotas, ícones dos anos 70, teriam que enfrentar naquele episódio.


Nos anos 80, entretanto, o pager AKA bip, mesmo antes do aparecimento do celular e seus torpedos, já permitia a rápida, moderna e segura comunicação por escrito


As mensagens de hoje, primas ricas dos antigos torpedos dos primeiros celulares, passaram a ter a opção de serem gravadas.


Dependendo do monumento, você não pode ouvir aquilo que foi dito, você não tem aquilo por escrito e pra aquilo ser ouvido é preciso ficar com o telefone como se tivesse carregando uma bandeja na orelha.


Pra mim, mensagem gravada é um retrocesso, um desarranjo que astravanca o progresso, levando-nos de volta ao passado.


Procuro, mesmo que inutilmente, deixar claro que não gosto de mandar, e muito menos, receber, mensagens gravadas.


Chamem do que quiser, fazer eu gostar disso me parece impossível, a propósito, eu nunca fui um anjo mesmo...



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