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  • Luiz Renato Roble

Caia na Gandaia

O final dos anos setenta foi a época mais esfuziante, descontraída e estilosa que vivemos.


Sem redes sociais, aparelhos celulares, CDs ou qualquer outra inovação tecnológica, o que movimentava o mundo e as cabeças, eram os meio de comunicação, principalmente, a televisão.


A televisão naquela época era o mal necessário de toda a gente e era em volta dela que a vida social, cultural, econômica, política e lazer, girava.


Não havia outra opção popular de comunicação e o que imperava naqueles loucos anos, onde, em todas as casas, além de comer da mesma comida, na mesma mesa e na mesma hora, todos se sentavam em volta do aparelho, naqueles dias, já em cores, pra juntos assistirem novela.


Em meados de 1978, estreou Dancing Days, telenovela de Gilberto Braga, que misturou um argumento original da maior autora de folhetins, Janete Clair, que abordava a vida de ex-presidiária, e se inspirava no filme coqueluche daquela época: Embalos de Sábado à Noite, com Jonh Travolta.


A novela, estrelada pela nossa brilhante e talentosa diva maringaense, Sônia Braga, que fez Aquarius e Bacurau, tá na lista dos 25 melhores atores do século New York Times, foi um estrondoso sucesso.


Bem escrita, bem produzida, bem interpretada e retratando, ou impondo, conceitos, modas e produtos, através de um merchandising bem feito, não houve jovem daquela época que não se sentiu um Tony Manero, descolado com seu terno branco ou uma Júlia Matos, arrasando numa discoteca com saltos altos e meias lurex.


Ao som de sucessos estrondosos como Stayin Alive ou How Deep Is Your Love dos Bee Gees ou bobagens tolas como Automatic Lover ou Meteor Man de Dee D. Jackson, eu, com meus sapatos de bico fino verdes e o colete do terno do casamento da minha irmã, pelo menos na minha cabeça, que brilhava com Gumex Bozzano, era um verdadeiro show.


Pensando bem, o final dos anos setenta talvez tenham sido os anos mais festivos, alegres e bregas que vivemos...


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