Brilhemos

Ao limpar algumas peças de bronze, naquela remota tarde, enquanto redescobria o brilho das dobradiças e acessórios, esquecido sob a camada acumulada, pensava que aquela beleza que agora reluzia, já tava lá, adormecida.


Além do produto químico e do esforço físico, não acrescentei nada, nenhuma demão de uma nova pintura sobre elas. Enquanto as mãos trabalhavam, a cabeça, que nunca sossega, viajou.


Uma pessoa em pele e osso tem no corpo, os mesmos tecidos que uma pessoa de corpo saudável ou sarado tem. Todos os músculos estão lá, desnutridos ou atrofiados, porém, presentes. Carece de alimento e ginástica, química e física, pra acordá-los. Não é preciso acrescentar nenhum.


Uma outra viagem foi inevitável. Todos temos por dentro, independente de informação, formação ou cultura, os mesmos elementos que formam nossa conduta: O bem e o mal dentro de nós. Podemos ajudar ou prejudicar alguém. É só uma questão de escolha.


Que sentimentos e atos queremos que defina nossa existência? Quais palavras escolhemos pra nos definir? Qual aspecto do nosso ser iremos polir ou deixar opaco?


Como diz o mano Caetano: gente é pra brilhar, não pra morrer de fome. Brilhemos, ora, pois…


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