Barcelona

Era necessário fazer alguma coisa. Aquela Barcelona da Idade Media não mais suportava, em pleno século XIX, o crescimento desordenado, a superlotação, a insalubridade e as epidemias.


Assim, aos trancos e barrancos, mesmo a contragosto do mimimi local, o plano de Idelfonso Cerdà (1815-1876), um arquiteto e engenheiro espanhol, que estudou a fundo a questão e escreveu o primeiro tratado sobre o assunto, foi colocado em prática, em 1854.


O Plano Cerdà, que fez com que a capital catalã se tornasse exemplo mundial de urbanização, criou uma cidade com ruas largas e espaços verdes, traçando uma malha geométrica modular com ruas paralelas e perpendiculares e com a interseção de grandes avenidas principais, que atravessam a cidade na diagonal.


As quadras octogonais, idênticas, com no máximo oito andares, com o interior vazio, formando pequenas praças e parques, pra insolação e ventilação dos apartamentos, têm os cantos chanfrados, pra facilitar a circulação e a ventilação da cidade.


O raciocino lógico do Plano Cerdà, implantado quase 80 anos antes do nosso Plano Agache, em Curitiba, fez com que Barcelona crescesse e se desenvolvesse com planejamento, infraestrutura, transporte público, por metrô, ônibus e o próprio trânsito de carros, com espantosa fluidez.


Cerdà foi mesmo um verdadeiro gênio ao criar uma cidade que forma uma interessante reticula, quando vista de cima, e linda, luminosa, arejada e encantadora, quando se anda por ela.


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