Azul, Amarelo, Vermelho Também

Em 1913, Henry Ford criou a primeira linha de produção da indústria automotiva, que tornou o processo de fabricação rápido e barato.


Conta a lenda, que alguns anos antes, em 1909, durante uma reunião, ele teria anunciado, de supetão, que no futuro iriam produzir apenas um modelo, o Modelo T, que o chassi seria exatamente o mesmo pra todos os carros e qualquer cliente poderia comprar um carro de qualquer cor que quisesse, desde que fosse preto.

A Ford, entretanto, acabou oferecendo, nos cinco primeiros anos do Modelo T, uma oferta de cores até que razoável: verde, vermelho, azul, marrom, bege, cinza e claro, preto.


Dali em diante, os carros se popularizaram como meio de transporte exigindo leis de trânsito e também como esporte, exigindo regras e normas


Em 1934, o órgão regulador internacional do esporte motorizado normatizou um limite máximo de peso de 750 quilos pros carros de corrida de Grande Prêmio, excluindo pneus e o combustível.


Conta a lenda, que na primavera de 1934, a equipe da Mercedes-Benz, ao colocar seu novo carro, o Mercedes-Benz W25 branco na balança, ele teria marcado 1kg a mais do que seria permitido.


A criativa solução encontrada pela equipe, diante do impasse, seria remover toda a tinta branca à base de chumbo da carroceria e no dia seguinte, no exame minucioso, o carro foi aprovado, o alumínio prateado brilhante por baixo foi exposto e assim teria nascido o carro prata.


Os carros cor de prata alemães, ao se destacarem no cenário automobilístico, receberam o apelido de Silberpfeile ou Siver Arrow ou Flecha de Prata, nome que até hoje, alguns modelos da Mercedes recebem.


A Alemanha abandonou o branco e passou a ter a cor prata como oficial do país nas competições. Por décadas, até a introdução das cores dos patrocinadores, cada país tinha sua cor tradicional no automobilismo.


Os italianos eram conhecidos pelo Rosso Corsa, o vermelho, os britânicos pelo British Racing Green, o verde, os franceses pelo Bleu de France e os americanos pelo branco


Conta a lenda, que em Curitiba, o livre mercado, com o pesar das décadas, aparentemente, teria imposto o anúncio de algumas regras e normas: temos carros de todas as cores, desde que pretos, brancos e principalmente, pratas.



32 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Frigidaire

Essencial