Auto-Retrato

Atualizado: 28 de mar.

Esses tempos, meu amigo, o comendador

Hélio Puglielli, publicou o interessante auto-retrato do grande Graciliano Ramos. Eu não sou grande, mas Inspirado nele, republico aqui, o auto-retrato revisado de Luiz Renato Roble:


Nasceu em 1964, em Siqueira Campos, Paraná.

Casado uma vez, tem um casal de filhos e é apaixonado pelos três.

Altura 1,84.

Sapato n.º 42

Colarinho n.º 39.

Não gosta de meias.

Gosta de andar, não de correr.

Gosta do vizinho da frente.

Adorava rádio, detesta telefone, televisão e campainhas.

Gosta de desenhar e pintar.

Fazia coleção de miniaturas de carros, mas o alto preço o impediu de continuar.

Não gosta de futebol, de política e de esportes. Não insista.

Tem horror à pessoas que falam alto e demais.

Usa óculos, mas agora tem que ficar os tirando e depois os procurando pelos lugares.

Não ficou calvo ainda.

Não tem preferência por nenhuma comida, mas detesta fígado.

Gosta de frutas, mas não pode comer kiwi.

Gosta de Paçoquita, mas não come mais. Substituiu por chocolate sem açúcar.

Totalmente ligado à música.

Sua leitura predileta: qualquer abobrinha.

Escreve tolices no facebook.

Imaginou um livro publicado um dia e o publicou. Já leu?

Gosta de beber vinho.

Crê numa força estranha.

Tenta ir à academia, mas um dos Pecados Capitais atrapalha.

Não odeia nem adora a burguesia. Adora crianças.

Romancistas brasileiros que mais lhe agradam: Jorge Amado, Fernado Sabino e Chico Buarque.

Gosta de palavrões falados e escritos.

Não deseja a morte do capitalismo.

Já escreveu um livro. Seja pela manhã, à tarde ou à noite

Nunca fumou.

Trabalha na Datamaker Design há 35 anos.

Apesar de o acharem indiferente, discorda de tudo.

Tem um paletó que realmente gosta, mas não o usou ainda devido à peste.

Republica seus textos revisados como este várias e várias vezes.

Nunca teve preso, ainda.

É-lhe indiferente estar preso ou solto.

Escreve no celular com o dedo indicativo.

Seus maiores amigos: meia dúzia de três.

Perdeu seu grande companheiro há três anos, mas encontrou outro.

É chato, sentimental e adora ficar em casa.

Tem algumas dívidas e dúvidas.

Nunca foi prefeito de uma cidade do interior, mas se fosse, soltaria os presos pra construírem estradas.

Espera morrer com 100 anos e saudável.

(Aguardemos)


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