Alfândega

Em 1827 a Junta da Fazenda de São Paulo ordenou a criação de uma Alfândega em Paranaguá.


A repartição pública, encarregada de vistoriar bagagens e mercadorias e de cobrar as entradas e saídas, foi instalada no antigo Colégio dos Jesuítas, onde hoje é o Museu de Arqueologia e Artes de Paranaguá.


Quando o Paraná já era Província e a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, já tava construída, o Governo Federal ordenou a construção de um novo edifício pra instalação da Alfândega, junto ao Porto D. Pedro II.


O local escolhido, que por um lado, facilitaria a comunicação imediata com o ponto de embarque e desembarque de mercadorias e passageiros, ficava a 3 km do centro comercial de Paranaguá o que, por causar gastos extras aos comerciantes, gerou protestos na época.


A construção do edifício iniciou-se em 1903, na zona do porto. Sua arquitetura eclética, tem predomínio do estilo Romano-Renascentista. O arquiteto foi Rudolf Lange e o engenheiro construtor o Dr. João Carlos Gutierrez.


Em 1910 a Alfândega de Paranaguá foi instalada no prédio e ali funcionou até 1975. Ele foi utilizado também pela Fazenda Nacional, acomodando a Agência da Receita Federal.


Depois de um tempo abandonado, a Prefeitura Municipal de Paranaguá solicitou a cessão do edifício, pra instalar ali um Centro de Cultura, com Museu e Biblioteca, promovendo sua restauração e preservando o imóvel.


Em 1977, o presidente Geisel autorizou a cessão do imóvel, sob forma de utilização gratuita ao Município de Paranaguá e pelo que parece assim permanece.


Quando foi construído, reclamaram da sua localização, que pra ficar junto ao porto, estaria longe da cidade, perdido no meio do banhado. Hoje, ele não tá mais num banhado, nem longe da cidade, mas, fincado entre os tantos e imensos armazéns do porto, passa a nítida sensação de que não deveria tar ali.


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