A Usina

Ninguém vê, mas à distância de 50km de Curitiba, em Campina Grande do Sul, há uma usina hidrelétrica invisível, obtida através do barramento do Rio Capivari, que formou uma represa, atravessada pela BR 116.


A tal invisibilidade da usina é devido ao fato da danada ser subterrânea, escavada na rocha.


Basicamente, ela faz com que um jato d’água, não muito grande, mas com a impressionante velocidade de 426 km/h, desça os mais de 800m que separam o Rio Capivari, no Primeiro Planalto, do Rio Cachoeira, lá embaixo, em Antonina, no Litoral.


Enedina Alves Marques, a primeira engenheira do Paraná e a primeira engenheira negra do Brasil, trabalhou no projeto e construção da usina. Leia mais sobre Enedina aqui.


A usina, cujo nome original, era Capivari-Cachoeira, foi renomeada como: Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, engenheiro que também trabalhou em seu projeto, foi presidente da Copel na época e mais tarde o governador na inauguração dela.


Mudando de assunto, Parigot de Souza, quando governador, morava num lindo bangalô que ficava na esquina das ruas Padre Anchieta e Prudente de Morais, nas Mercês. Hoje o local é conhecido como o estacionamento do supermercado da praça 29 de Março.


Voltando ao assunto, projetada nos anos 50, a usina somente entrou em operação nos anos 70. Ela não é a única do gênero, mas é a maior central subterrânea do sul do país.


As águas represadas são conduzidas por um túnel subterrâneo de 15,4 km que atravessa a Serra do Mar, por baixo do maciço do famoso Pico Paraná.


Ao passar pelos quatro geradores, embutidos na rocha, as águas produzem ali, na surdina, energia que já abasteceu o Litoral e hoje abastece parte de Curitiba.


Por isso que os políticos não gostam de fazer redes de esgotos e outras obras que ficam enterradas. Ninguém vê as águas correndo, mas todo mundo reclama quando falta luz, mesmo sem saber de onde diabos ela vem...


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