A Radiola

Minha mãe, ainda em vida, quis que sua velha radiola Telespark, com o toca-discos da Garrard, ficasse pra mim. Ela sabia que o velho eletrônico da família, com seu rádio à válvula, que pegava até a BBC nas ondas curtas e o toca-discos, com 33, 45 e 78 rotações, sem contar com design do móvel em laca preta, sempre me fascinou.


Nela, escutávamos, zilhões de vezes, as histórias de Santa Bernadete, O Gato de Botas, Cinderela, Pinocchio e Branca de Neve.


Nela, ouvia músicas do Topo Gigio e do Carequinha, comecei a ouvir Moacyr Franco, Wanderley Cardoso, Rita Pavone, Taiguara, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa e acabei ouvindo Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, Edu Lobo, Vinícius & Toquinho, Secos & Molhados, Fagner e muitos outros.


Gosto de Jazz e Blues, mas também de toda música boa que aprendi a gostar, ao ouvir nessa velha radiola. Ela faz parte do que sou. Que bom que, mesmo muda, está comigo.


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