A Hidrovia

Atualizado: 18 de mar. de 2021

Em 1879, um decreto imperial concedeu a Amazonas de Araújo Marcondes (1847-1924), o direito a uma linha de navegação, pelo Rio Iguaçu, desde Caiacanga até Porto União.


Assim, começou a navegação a vapor no Rio Iguaçu, que entre 1882 e 1953, muito contribuiu pra formação, ocupação e o desenvolvimento de diversas cidades no trecho navegável deste rio que atravessa, quase que de cabo a rabo, o Paraná.


Os primeiros barcos, que tinham cerca de 25 m de comprimento, por 8m de largura, impulsionados por duas rodas laterais, percorriam os 265km do Porto de Caiacanga, hoje Porto Amazonas, até União da Vitória em 02 dias. Os passageiros acomodavam-se em camarotes rústicos, separados por cortinas de pano grosso.


Nicolau Mäder (1861-1930), ervateiro, industrial e político, desempenhou um importante papel na consolidação da hidrovia, convocando outros proprietários de vapores a se unirem na formação de uma única empresa, que atendesse às diversas necessidades de transporte.


Mäder, que acreditava que a fusão das empresas de navegação resolveria os problemas de transporte na região, foi o presidente da companhia e defendia terem uma empresa forte, focada na limpeza e na desobstrução da via fluvial.


A utilização do Rio Iguaçu como transporte, contribuiu pros ciclos econômicos da erva-mate e da madeira, que junto à ferrovia, possibilitou que os produtos extraídos na região chegassem ao Porto de Paranaguá, pra serem exportados.


A ampliação da circulação de mercadorias e de passageiros, pela hidrovia, proporcionou o desenvolvimento social e cultural, local e regional das cidades ao longo do trajeto.


Depois, a aposta do governo pelo transporte por terra, com a construção de rodovias, e a própria decadência da economia ervateira, fizeram a hidrovia entrar em declínio, que desativada na década de 1950, entrou pra história também, se bem que, muitas vezes, esquecida.


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