A Exposição

Sempre fui muito metido e quando adolescente, um campo fértil à metidez, não poderia ser diferente. Estudava pintura, tentava respirar desse ar e soube que a artista Monah Delacy iria expor em Curitba.


A exposição seria naquele belo casarão da esquina da Avenida do Batel com a Desembargador Costa Carvalho, em frente à Banca de Revistas do Batel, no coração do Batel, a Pracinha do Batel.

O belo solar, cuja dona tá louca pra vê-lo na chon, que hoje é um banco de muita personalidade, tinha sido na época, reformado e transformado num pequeno centro comercial, se não me engano, Galeria do Batel ou Centro Comercial Batel, não me lembro direito, mas penso que talvez tivesse Batel no nome.

Formado por algumas lojas exclusivas, como uma joalheria no primeiro andar, um café, é algumas boutiques de confecções caras, o local era bem charmoso e em uma pequena galeria de arte no térreo, que a exposição aconteceria.


E lá tava eu, de banho tomado, não exatamente interessado nos quadros da artista, que completou noventa e um anos, que além de pintora, é escritora e atriz, mas porque tinha lido no jornal que ela é mãe da Christiane Torloni.


Na minha cabeça, vai que a filha viesse junto com a mãe à Curitiba, pra prestigiar o trabalho dela como artista plástica. Vai que...


Não veio. Tive que me contentar em ver a exposição, tomar Coca-Cola, comer alguns salgadinhos, fazer cara de interessado nas lindas e delicadas pinturas e finalmente, parabenizar e conversar com Monah Delacy.


A senhora elegante e alegre, de cabelos vermelhos, olhos vivos e sorriso franco, com muita simpatia e atenção, me contou, talvez pra me fazer feliz, que sim, a intenção era de vir acompanhada da filha, mas que complicações na agenda tinham a impedido de acompanhá-la.


Tudo bem, pensei. Fica pra próxima encarnação...



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