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  • Luiz Renato Roble

A Coisa

Há três anos, Curitiba ganhou uma obra de arte de Tomie Ohtake e Tomie Ohtake ganhou um largo, junto à Praça do Japão, com seu nome pra acomodar sua obra de arte.


A arte, reflexo do ser humano, representa a sua condição social e a sua essência de ser pensante. A dificuldade de definir arte tá na direta relação e dependência dela com a conjuntura histórica e cultural que a fazem surgir.


Pro filósofo alemão Kant, (1724-1804), a arte se diferencia da ciência, já que pra se produzir uma obra de arte não basta ter conhecimento sobre um determinado assunto, é preciso ter habilidade pra fazer.


Kant define a arte estética como aquela cuja finalidade imediata é o sentimento do prazer, não apenas o prazer ligado às sensações, mas também o prazer da reflexão.


Tomie, que chegou ao Brasil aos 23 anos e só começou sua carreira aos 40 anos de idade, recebeu 28 prêmios, participou de 20 bienais nacionais e internacionais e de mais 120 exposições ao redor do mundo.


Uma obra de arte transmite uma ideia, um sentimento, uma crença ou uma emoção. Mas a arte também pode ter finalidade transgressora, expondo ao mundo uma visão crítica e nem sempre agradável da realidade.


Isso acontece porque quando um estilo é criado e estabilizado, ele quebra com os sistemas e códigos estabelecidos.


As pessoas, de modo geral, tentam olhar uma obra de arte como uma coisa e buscam compreender aquela coisa e não senti-la e por não conseguirem compreender a criticam e acabam não sentido nada.


Alguma coisa aquela velhinha japonesa, esperta e talentosa, que morreu em 2015, aos 101 anos, deveria saber.


Pra quem tem dificuldade em sentir ou entender arte ou, especificamente, a arte de Tomie Ohtake ou a artista Tomie Ohtake, e gostaria de mudar isso, sugiro começar assistindo este vídeo.


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