A Casa do Meu Pai

Atualizado: 7 de mai.

Mesmo tando preparado pra muitas coisas nessa vida, estacionar na rua da casa do meu pai, ou o que sobrou dela, no Seminário, onde morei por nove anos, mexe comigo.


Quando fomos morar lá, eu tinha quinze anos. Ali vivi parte da minha adolescência até me casar.


Quantas coisas boas, ruins, péssimas e maravilhosas, vivemos ali naquele endereço.


Quantos almoços de domingo, quantos sonhos realizados, outros esquecidos, foram tidos ali.


Quantas vezes cheguei em casa e encontrei meus pais dentro dela. Ele na cozinha, inventando alguma coisa gostosa, um cuque, um pão, um suspiro.


Minha mãe na sala dos fundos, na época, inundada de sol, costurando alguma roupa, fazendo crochê ou escrevendo mais uma conta no seu caderno de gastos diários.


Na garagem, montei meu escritório. Quando a coisa complicava, invadíamos a sala e quase tomávamos conta da casa. Eles reclamavam? Nada.


Ficaram até tristes quando aluguei uma casa no Jardim Centenário, paraíso dos advogados, e deixei a garagem vazia.


Aquela casa era parte da vida deles e ainda os vejo lá, namorando no portão.


Quantas recordações uma casa pode nos trazer? Quanto amor podemos guardar em nosso coração? Espero que estejam bem, meu pai, minha mãe. Vocês fazem falta, cada vez mais...


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