A Bolsa de Tina

Tina era uma garota prafrentex e eu era chegado nela. Era inteligente, bonita, divertida e amiga do Rolo, um hippie sempre com uma sandália daquelas tipo laça-cobra.


Lembro que numa historinha, ela pediu pro Rolo, pra que ele fizesse uma bolsa pra ela e exigiu que a alça fosse bem grande.


No dia seguinte, mandou um recado pela Pipa, a amiga dela, meio quadrada, meio redonda, mas muito querida, pra que ele não se esquecesse que de que alça fosse grande.


Depois, não contente, telefonou pra lembrá-lo da alça bem grande.


No último quadrinho da história, Rolo e Tina passeiam pela rua. Ele com cara de quem aprontou, ela com cara de Madalena arrependida com sua bolsa sendo arrastada, lá trás, pelo chão.


Eu sempre reclamei do cabo do celular. Muito curto na minha opinião. Meio metro a mais seria o suficiente. Sempre reclamei, mas nunca tinha encontrado um.


Um dia achei um cabo com um plus a mais. A embalagem anunciava um comprimento maior. Eu pensei: é este!


Quando cheguei em casa e tirei o dito da caixinha, notei que sua extensão era infindável.


Era cabo pra mais de metro, dava quase para conectar com a África.


Fiquei, tal qual a esperta e antenada Tina, com sua bolsa, arrastando, engatando e tropeçando no cabo, que o Rolo, por sacanagem, exagerou no comprimento, de propósito, o safado...



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