É no Silêncio de uma Kombi

Foi numa Kombi assim que vim, numa sacola, aos treze ou catorze dias, há controvérsia, de Siqueira Campos, morar em Curitiba.


Foi nesta Kombi assim que passeei e viajei com minha família pra Siqueira e outros lugares, aonde íamos todos juntos. como ao Lago Azul ou pra Praia de Leste ou Matinhos, onde, como típicos farofeiros, desfrutávamos nela, estacionada sob a árvore de algum terreno baldio, um inesquecível domingo de muito sol e sal.


Foi nesta Kombi assim que em muitas manhãs, acompanhava meu pai, numa verdadeira via sacra diária por atacados e distribuidoras, como Ballesteros, Batavo, Cancela e Catei, por toda a cidade, pra abastecer a panificadora de produtos. Era nela também, que cheia de balaios, de madrugada e à tarde, diariamente era feito a entrega de pães, do Seminário, a diversos pequenos pontos comerciais da Vila Isabel, Santa Quitéria, Barigui e Campina do Siqueira.


Foi nesta Kombi assim que aprendi a dirigir, mesmo com uma direção com uma baita folga e uma embreagem que agia independente de nossa vontade, fui levado por meu irmão Paulo, a um terreno enorme que havia na subida que leva ao Pequeno Cotolengo, num final de semana.


Foi uma Kombi especial, que havíamos comprado pra empresa, com forração termo acústica, abertura e cortinas em todas as janelas, que emprestávamos, mais tarde, todos os finais de semana, ao Paulo, meu irmão, pra que fosse buscar seu filho em Piraquara. Ela foi roubada numa manhã da Praça Oswaldo Cruz, durante o trabalho e nunca mais foi encontrada. O seguro pagou por outra, mas infelizmente, mesmo sendo mais nova, não chegava nem aos pés daquela primeira,


Foi essa Kombi da foto, que ganhei de meu filho, na praia, sem motivo algum, simplesmente porque pensou em me dar um presente e pediu que eu escolhesse um. Obrigado Felipe, ela é a minha cara...



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